É interessante constatar que clinicamente:
- este “seguro biológico” é ainda terapeuticamente limitado a “meia dúzia” de enfermidades;
- se estima que a real utilização ronda 1 a 4 casos em cada milhão;
- anualmente 5% dos autotransplantes são em crianças;
- os 2 maiores bancos privados americanos (com ~210.000 e ~145.000 unidades armazenadas) tiveram taxas de aproveitamento entre 0,027% e 0,032%. No fundo, 117 em 355 mil.
Não obstante as hipóteses especulativas sobre o potencial de desenvolvimentos noutras especialidades médicas, quem considera preservação celular deve ter em mente que:
a) os “soon to be parents” estão emocionalmente mais expostos ao tema;
b) muitas das informações que nos chegam sobre o assunto, são justamente transmitidas pelas entidades que operam de forma comercial no sector. Isto significa que tendencialmente são omissas e lhes carece a isenção;
c) a “saúde não tem preço”, mas trata-se de um investimento significativo para uma baixíssima relação custo/benefício;
Por último, levanta-se uma questão...
Se um banco de células estaminais se tornar insolvente ou suspender a sua actividade, deverá entregar as unidades colhidas aos depositários já que legitimamente lhes compete a propriedade das mesmas, devendo ainda a empresa prestar todas as informações sobre o correcto armazenamento/conservação.
Será que quem pagou poderá dormir descansado, com a certeza que nesta eventualidade a empresa em causa irá efectivamente assim proceder?...
