sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O mau cheiro abunda na imprensa lisboeta...

O "RASCORD" nunca falha!!

PORTUGAL
Campeão: Benficaaaaaaaaaaaaa!!!!!!
Taça: Porto, oh que chatice...
Taça da Liga: Benfica ... "glorioso SLB, glorioso SLB"
Supertaça: Porto, estes gajos lá do norte são chatos!

Por vezes eles até conseguem disfarçar bem, com parangonas mais ou menos previsíveis como requentadas.
Até conseguem fazer anúncios onde as taças de um clube nortenho aparecem na "capital do império" (mas qual império?!)






Sabem quem sou,

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O prazer de conduzir

Passados 13 longos anos e depois de muito chatear amigos, família e por vezes até desconhecidos, resolvi de uma vez por todas  fazer uma coisa que faz muita falta pessoalmente e também profissionalmente...
Passado o "Cabo das Tormentas" de um exame que faz algum sentido, mas nem sempre coerente lá segui para a acção... a condução!
Passadas 10 aulas de condução a chamada "tesão de mijo" já passou e sinceramente ainda não fiquei com o "bichinho"  de conduzir, tendo mesmo sentido muito mais dificuldade em conduzir o carro da "Escola" do que propriamente alguns carros que já experimentei.(isto não se deveria dizer...lol)
Tenho a sensação que não tenho evoluído como pensava o que acaba por ser algo frustrante mas enfim...
Podem comentar as cenas dos próximos capítulos, visto já terem passado pelo mesmo certamente.

Abraços e amanha entre as 11h e as 13h não andem aqui por estas bandas...lol

Em baixo está o "bot" de 170 cv.... lol

Balanço do ano 2011 em notas soltas (II)

Nem só de coisas negativas se fez a história deste ano. Se é certo que na espuma dos tempos este ano irá ficar assinalado como um ano horribilis, outras coisas houveram, que tiveram o condão de elevar o ânimo e o orgulho dos portugueses.


Como não poderia deixar de ser, temos à cabeça, o Fado - Património Mundial.
O Fado, essa estranha forma de vida, nasceu nos bairros típicos de Lisboa, mas é hoje um legado para o Mundo.


O segundo destaque vai para o Futebol, mais propriamente para a conquista europeia do FC Porto.
Num pais que nunca soube tratar bem os seus e que olha de soslaio para o mérito, competência e excelência, temos um clube que é tão só o clube mundial com mais troféus conquistados no século XXI (e já vamos na 2ª década).
Liga Europa (vencendo o sensacional SC Braga de Domingos Paciência), Campeonato sem derrotas, Taça de Portugal com goleada na final (6-2 frente ao Vitória minhoto) e uma Supertaça que embalou a equipa nos meados de agosto para uma época de sucesso, inesquecível e agora sim, talvez irrepetível.


Consciencialização dos portugueses para a mudança de hábitos e sentido de responsabilidade perante os sacrifícios e desafios.
Portugal ainda é um país de brandos costumes, e a tradição ainda é o que era.
«O país tem de mudar de vida»; «Temos de empobrecer»; «Cortes nos salários»; «Um futuro incerto e sem garantias» - A tudo isto os portugueses responderam como puderam, seja em manifestações pacificas, com greves mais ou menos participadas, indignação generalizada, mas acima de tudo com um sentido de responsabilidade e de aceitação de que este país está doente e necessita de inverter a marcha rumo ao abismo. Tivessem os nossos actuais e ex-governantes políticos uma ínfima parte da capacidade de luta e perseverança que este povo já demonstrou agora e noutros tempos que a memória colectiva não deixará apagar.


Sabem quem sou,

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Balanço do ano 2011 em notas soltas (I)

O ano em que o país se ajoelhou, se pôs de cócoras e estendeu a mão a pedir ajuda!
-78 mil milhões de razões para reflectirmos no que andámos a fazer nestes últimos 10/15 anos, ou a não fazer!
-5 mil milhões para tapar o buraco que os FDP do PSD e amigos provocaram num banco (BPN) e que os portugueses que pagam impostos foram chamados a pagar.
-750 mil desempregados, sendo dos quais quase meio milhão já sem subsídio, mas pior ainda, sem trabalho ou perspectiva de...

Sabem quem sou,

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Vai tu!!


Pois é, para lá das inábeis capacidades políticas e intelectuais, os nossos governantes também pecam (e muito!) na comunicação.
Desta vez tivemos uma "pérola" do nosso primeiro ministro Pedro Passos Coelho, que imagine-se, indicou a porta dos fundos (emigração) aos milhares de desempregados deste desgraçado país.
Medidas de incentivo à economia e empreendedorismo: NÃO! Queres trabalhar(?!), vai para outro país.
Assim, sem mais, como que a dizer, somos muitos para receber, mas poucos para pagar os desvarios deste Estado obeso e caloteiro!
O futuro risonho e de prosperidade que nos foi "vendido", hoje não é mais que uma miragem, uma mentira, e pior ainda, uma factura tão pesada que vai hipotecar uma geração. É caso para dizer, quem comeu a carne, que venha agora comer os ossos, mas nós sabemos bem que isso não vai acontecer...



Sabem quem sou,

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Este homem até a andar tem estilo! ( Crónica nº1 )


Meus amigos ,falo de um jogador que não representa, nem representou as cores do meu clube, mas que é com todo o prazer que me junto ao grupo dos que se curvam perante tanta classe.
Falo de Pablo Aimar, "El Mago"!
É unanimemente reconhecido como um dos melhores futebolistas da sua geração, pelo que já fez nos relvados por esse mundo fora, e pelas palavras de reconhecimento que outros astros do futebol mundial lhe dispensam.
Da linhagem infinita dos talentos argentinos, Aimar é classe, inspiração, talento, construção de jogo, cadência do ritmo de jogo, estilo com e sem bola nos pés! (Aquele penteado estilo Maradona é qualquer coisa…)
Fundamental no Benfica de Jorge Jesus, jogando 45 minutos, ou um jogo completo, ele transporta o colectivo do Benfica para uma outra dimensão de jogo.
Aimar é sinónimo de simplicidade, simpatia e profissionalismo.
E assim está inaugurada mais uma rubrica deste nosso espaço.

Sabem quem sou,

"Discuti com o treinador como com qualquer outro companheiro..."



O que uns "caprichos" do "Papa" foram dar!!!!!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

In varietate concordia *

Dia nove de Dezembro de 2011, o dia em que a democracia levou mais uma machadada, quiçá, a derradeira.
Num conselho europeu(?!), onde um directório franco -alemão, mais uma vez fez vingar os seus interesses, a subversão dos valores da União Europeia foi por demais evidente.
Da unanimidade, nunca mais se irá falar, esse empecilho que tantas noites mal dormidas deu aos "estouvados" (sempre gostei desta expressão) lideres europeus.
São 27 estados membros, todos eles supostamente com os mesmos direitos, e porque não dizê-lo, com as mesmas obrigações.
Mas na prática, já se sabe como estas coisas funcionam, a realidade levou-nos para um cenário já tantas vezes visto e que deveria obrigar os responsáveis (?) políticos europeus a tomarem as melhores opções politicas em prol de todos e não as melhores opções para uma minoria de estados membros.
Consequentemente e como é evidente, nem sempre o que é melhor para uns, significa que seja o melhor para todos e uma boa negociação significa que todas as partes envolvidas saem beneficiadas.
Assim, temos aquilo que se antevia, e se temia, uma Europa a várias velocidades, em plena desintegração e que já deixa de fora, imagine-se, um país como a Grã-Bretanha, por sinal membro fundador da outrora Europa unida.
Na génese destes últimos acontecimentos está, pois claro, a divergência na visão económico-financeira para a Europa. De um lado temos a «paixão pela austeridade» (expressão feliz de J.A.Seguro) defendida pela Alemanha e França (não esquecer que estes dois "exemplos", foram os primeiros a violar o PEC em 2004 e daí para a frente sucessivamente),  do outro lado da barricada, temos os indefectíveis de Keynes, através de um estado intervencionista, com politicas fiscais e monetárias com vista ao combate à recessão, obviamente defendido pelo grupo de países intervencionados ou em pré-intervenção.
Nos primórdios da crise, em 2008, as directrizes de Bruxelas foram no sentido de injectar dinheiro na economia, com efeitos de mitigação da então falta de liquidez financeira. Com isto, muitos países sem recursos suficientes, foram obrigados a emitir divida. Os mais fortes, foram capaz de injectar na economia os recursos necessários , com ou sem empréstimos, e rapidamente voltaram a ter níveis de crescimento positivos. Já outros, menos afortunados financeiramente, foram aos mercados, endividando-se e em pouco mais de 3 anos, como que duplicaram as dividas soberanas (vide o caso de Portugal que passou de uma divida publica de pouco mais de 80 mil milhões para mais de 160 mil milhões).
Esta é a Europa que temos hoje, sem rumo, sem estratégia a longo prazo, sem causas estruturantes e sem respeito pelos valores que regeram a construção da União Europeia.
Como diz Miguel Sousa Tavares: « A Europa foi talvez a melhor utopia política que eu conheci.»
Da pujante  e exemplar Europa, pouco ou nada restará, se continuarmos a insistir no erro que é esta gritante falta de solidariedade e politica de castigo aos mais fracos.


A Alemanha, por duas vezes nos últimos 100 anos, tentou pela via das armas o domínio na Europa, o prevalecer da sua suposta supra doutrina. Hoje, com o paradigma da guerra convencional completamente obsoleto, temos a guerra electrónica, a guerra no ciberespaço, a guerra nos mercados financeiros e nos gabinetes desta malfadada classe politica. 

*"Unida na diversidade", no latim.

PS: " In Vielfalt geeint", em alemão… just in case :)


Sabem quem sou,

domingo, 11 de dezembro de 2011

Visca Barça!

Uma vitória de uma forma de vida, de uma mística, de algo mais que vai para além do futebol.
Obrigado rapazes, obrigado Barça!









 
 
 
 
 
 

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Treinador do Ano FIFA 2011

A pedido de várias famílias J, vou pela 1ª vez falar de futebol neste espaço e começo com um tema que me é caro: “Os treinadores de futebol”.
E que melhor altura do que esta, em que são conhecidos os nomeados para o melhor treinador FIFA do ano.
Pois bem, temos um português, um espanhol e um escocês nos três nomeados, que representam três maneiras de pensar futebol e melhor ainda, são mestres em coloca-las em prática.

Mourinho – O adiantado mental.

De Mourinho à pouco a dizer que já não tenha sido dito. Está nos antípodas do “ser” português, é um verdadeiro enfant terrible, ou se adora ou se odeia.
Se como diz Pinto da Costa, Pedroto estava 50 anos adiantado em relação à sua geração de colegas de profissão, Mourinho não lhe fica atrás e caminha a passos largos para o Panteão dos deuses do futebol, junto de figuras como Brian Clough (Nottingham Forest), Rinnus Michels (Ajax– Holanda “Laranja Mecânica”), Kenny Dalglish (Liverpool), Helenio Herrera (Internazionale), Arrigo Sacchi (Milan), Johan Cruyff (Barcelona) e mais alguns de que um dia voltarei a falar.
Um treinador de Top, deixa sempre a sua assinatura. Como exemplo temos, o Tiki-taca de Pep Guardiola, o Catenaccio de Helenio Herrera, ou o Futebol Total de Rinus Michels. Mourinho é ciência no futebol, é estudo, é comunicação, é imagem, é arrogância.. é guerra sem quartel, onde ele assume o comando e os seus jogadores, quais soldados de infantaria, o segue sem hesitar.
José Mourinho em português quer dizer, “O especial”; em inglês,”Special One” ; em italiano “Il speciale”; em castelhano “Lo especial”,mas na verdade todos lhe reconhecem uma só faceta, a de vencedor!

Táctica R. Madrid: 4-2-3-1 duplo pivot
Táctica de sempre: 4-3-3
Frase: «Inesquecível, mas que ninguém diga irrepetível» após a Final da Taça UEFA 2003
Característica: Maior que a equipa

Ferguson– A instituição

Falar de Alex Ferguson é entrar numa espécie de maquina do tempo e fazer uma viagem no futebol. Entre as muitas qualidades que lhe reconheço, há uma que me deixa verdadeiramente surpreendido, a capacidade que tem em se reinventar e mais impressionante ainda, a sucessiva regeneração das equipas do Man. Utd. A geração de Giggs, Scholes, Neville e Beckham já é pouco mais do que boas recordações para os adeptos dos Red Devils. No entanto, Sir Alex, já tem na linha de produção uma nova fornada de jovens talentos, como Welbeck, Phill Jones, Smalling, Evans, Cleverley, Chicharito e os irmãos da Silva. Estes jovens jogadores têm como ídolos e colegas de trabalho, jogadores como Rio Ferdinand, Evra, Nani, Rooney e Berbatov.
Faz toda a diferença..
Sir Alex é o que se pode chamar o Sr. Futebol, são quase quarenta anos de "banco", mas por incrível que possa parecer, esteve nos primeiros seis anos de Man. Utd. sem vencer o Campeonato.
Com um currículo invejável, são 47 troféus colectivos, este homem quase septuagenário, continua a massacrar pastilhas elásticas e festejar vitórias… ao que se diz, com uma boa garrafa de vinho, levada pelo treinador adversário que visite Old Trafford.

Táctica Man. Utd.: 4-4-1-1
Táctica de sempre: 4-4-2
Frase: « Nenhum jogador é maior que o Clube»
Característica: Ele é o verdadeiro Manager

Guardiola - O cromossoma de La Masia

«Més que un club» é o lema do FC Barcelona e que encaixa na perfeição no perfil de Pep Guardiola. Ele é de facto mais que um simples treinador da equipa principal, é também, e mais importante, o fiel depositário da longa linha de ADN que emana do laboratório de La Masia, a fabrica de talentos do Barça.
Guardiola enquanto jogador, e que fantástico nº 6 que ele foi, teve o privilégio de trabalhar com Johan Cruyff, esse monstro sagrado que lançou as bases para o Barcelona do Século XXI. De Cruyff herdou a obsessão pela posse de bola, pelo carrossel que os seus jogadores de ataque executam, pelos falsos nº(s) 9. Por alguma razão, a última referência como ponta de lança no Barça foi Kluivert e antes dele, tivemos esse fenómeno chamado Ronaldo (95/96)
Guardiola também é sinónimo de simplicidade e uma assombrosa sinceridade. Tiradas como : «Não há dia em que não pense que amanhã me posso ir embora»; « Planear um jogo é o mais maravilhoso neste desporto, sonhares com o que se vais passar».
Em três épocas como treinador principal do Barcelona, já se tornou no técnico mais titulado do clube.
Josep Guardiola é um romântico do futebol, mas também só o é em boa parte, porque tem jogadores como Xavi, Iniesta, e principalmente esse portento que dá pelo nome de Messi!

Táctica Barcelona: 4-3-3
Táctica de sempre: 3-4-3
Frase: «Agora?! Agora o nosso futuro é negro!» Resposta a um jornalista que lhe colocou a questão de como encarava o futuro depois de ter vencido 6 troféus numa época.
Característica: Inteligência emocional


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domingo, 4 de dezembro de 2011

Shits Happens*





Foi exactamente o que pensei quando soube da tirada do nosso ilustríssimo PM «A Crise não é culpa do Sr. Sarkozy ou da Sr.ª Merkel.»
Ora imaginemos por um segundo, que algumas das figuras históricas do Século XX, como Winston Churchill, Franklin Delano Roosevelt ou Charles de Gaulle, ao serem confrontados com os grandes conflitos e encruzilhadas da nossa era contemporânea, tivessem esta "atitude" de desculpabilização, tão característica dos governantes europeus da actualidade.
Por certo diriam que a invasão à Polónia pelos dos 5000 Panzers Nazis se devia aos "Mercados", e que o ataque japonês à ilha havaiana de Pearl Harbor se deveu a um qualquer anti-ciclone no Pacífico.
Será que esta classe política ainda não percebeu que a Europa não necessita de encontrar culpados, mas sim de arregaçar as mangas, cerrar os dentes e lutar por uma solução!
O que Passos Coelho quis dizer foi que temos pena, mas merdas acontecem!
O que falta aos políticos de hoje é tão simples quando isto: Carisma.

Churchill foi um tipo que levou uma vida fantástica, que acreditou sempre que estava destinado a um desígnio maior e que enfrentou Hitler como ninguém o tinha sido capaz de fazer.
«Sangue, suor e lágrimas!», disse Churchill com o seu charuto e o «V» da vitória.

Nota: Winston Churchill após o fim da 2ª Grande Guerra perdeu as eleições, mas voltou ao poder para um segundo mandato em 1951. A democracia tem algo de fantástico não é?



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sábado, 3 de dezembro de 2011

A mão de ferro da Alemanha.

Confesso, estive indeciso no título a dar a este post, se o título escolhido, ou se outro mais condizente com o estilo da Chanceller alemã: O péssimo gosto da Sr.ª Merkel para escolher os pijamas que enverga.
Piadas à parte, estou a tentar perceber a estratégia de Berlim para enfrentar a crise da Zona Euro. Se por um lado entendo que queira sanções para os incumpridores, por outro, abomino a ideia de perda de soberania.
Está a ser estudada a possibilidade, bem real por sinal, de a Europa avançar para um modelo federalista. Em poucas palavras e em consequência do federalismo, o Orçamento de Estado será votado na Assembleia da Republica, discutido na especialidade pelos deputados eleitos pelos portugueses, mas será no Bundestag (Parlamento Alemão) que será "aprovado"! Peço desculpa se me perdi no meio deste turbilhão, mas serei só eu a ficar com a sensação de incómodo perante tal cenário?!
E o que dizer da mudança de tratados para irmos de encontro com a Europa federal.
Relativamente ao Banco Central Europeu (BCE), a Alemanha recusa-lhe o papel de credor de último recurso, que é como quem diz, não usar a "Bazuca Europeia" (termos saído da cimeira europeia que antecedeu o último encontro do G-20, e que iria salvar o Euro…) para atacar os mercados secundários da dívida soberana e comprar títulos dos países em dificuldades de forma maciça.
Ora, as opções que estão em cima da mesa, configuram um caminho cheio de hesitações, mais austeridade, convulsões internas, quedas de governos legitimamente eleitos e substituídos por tecnocratas fiéis à doutrina alemã, e como não podia deixar de ser, um sentimento crescente de ressentimento perante tudo o que representa os interesse alemães.

A Europa que conhecemos hoje foi erguida na base da solidariedade e não da submissão dos mais fracos perante os mais fortes. No passado, por muito menos tivemos duas guerras no Velho Continente.


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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Espanha - Nuestros hermanos : Um pais que faliu 12 vezes.

Sendo Portugal um dos países com as fronteiras mais antigas do continente europeu, e tendo um historial de conflitos com os nossos vizinhos, nestes últimos tempos muitas coisas, algumas boas, outras nem por isso, têm-nos aproximado.
Para além desta Jangada de Pedra, que partilhamos, outras similitudes nos tornam gémeos separados à nascença.
Desde muito cedo tivemos a arte e o engenho para aventurarmo-nos, em epopeias diferentes, por mares nunca dantes navegados. O Tratado de Tordesilhas (1494), onde uma disputa familiar, um aventureiro mercenário e um infanta rebelde conseguiram dividir o mundo (Stephen R. Brown). Ambos tiveram grandes períodos imperialistas (Império Colonial Espanhol 1492 - 1898 / Império Português 1415 - 2002).
As línguas estão no Top Ten das mais faladas no mundo ( Espanhol com 450 Milhões - Espanha e América Latina; Português com 220 Milhões - Portugal, Brasil e ex-colónias africanas). É todo um património imaterial que deriva da língua: Cervantes deu-lhes D. Quixote, Os Lusíadas são a marca de Luis de Camões.
Com as devidas diferenças (85% da península é território espanhol), também ao nível da distribuição geográfica, somos países semelhantes. Nós temos os grandes centros urbanos de Lisboa (sul) e Porto (norte), Espanha tem Madrid e Barcelona. Os rios Minho, Douro, Tejo e Guadiana, rasgam as paisagens ibéricas e são partilhados pelos dois países. Não falarei das comunidades autónomas, algo que realmente nos diferencia, e a génese deste texto não está nas diferenças, mas nos elos que a historia conjunta ergueu. Posto isto, algo que identifica bem, portugueses e espanhóis, são as suas paixões, como povos latinos que são. A tourada é uma Instituição em Espanha, em Portugal é uma arte (da elite, é certo, mas não deixa de ser uma arte); os espanhóis tem o Real Madrid CF e o FC Barcelona, nós, temos os três grandes (SL Benfica, Sporting CP, FC Porto) ; se por cá se canta o Fado, por lá o Flamenco é rei e senhor na arte de bem cantar e dançar. Duas ditaduras deixaram marcas profundas em ambas as sociedades, uma mais violenta e opressora ( Franco 1939/75), e uma outra anti-liberal, da doutrina do "orgulhosamente sós" e castradora da democracia e do livre arbítrio (Salazar 1932/68).

A espuma do tempo diz-nos que a Espanha está no seu elemento, quando está em guerra com o exterior, com golpes de estado, revoltas militares, rebeliões…
A este grande país (9ª económica mundial), calhou o "desprivilégio" de ter sido a primeira nação moderna a declarar oficialmente a bancarrota!
Aqui fica a lista dos colapsos económicos do Reino de España:

Sec. XVI

1557 - Suspensão dos pagamentos dos títulos do tesouro.

1575-Suspensão dos pagamentos dos títulos do tesouro.
1597-Suspensão dos pagamentos dos títulos do tesouro.
Sec. XVII
1607-Renegociação da dívida
1647-Suspensão dos pagamentos dos títulos do tesouro.
1652-Suspensão dos pagamentos dos títulos do tesouro.
1662-Suspensão dos pagamentos dos títulos do tesouro.
1666-Suspensão dos pagamentos dos títulos do tesouro.
Sec. XVIII
1799-Suspensão do pagamento de juros.
Sec. XIX
1815-20-Défice crónico de fundos.
1867-Depreciação da dívida. Falência de bancos.
Sec. XX
1939-Bancarrota e insolvência.
Nos últimos 200 anos houve 70 bancarrotas no planeta.
Na Europa há um clube da bancarrota ,com vários repetentes: Espanha faliu 12 vezes, Portugal 7 vezes, França 4 vezes, Alemanha 2 vezes: consequência das 2 Grandes Guerras.
Hoje em dia, na era da económica global, a Espanha é considerada Too big to fall, ou seja, é demasiado grande para cair, e mais dramático ainda, seria o seu efeito de contagem.

A historia tem muito a nos ensinar, basta que nos esforcemos para a aprender.

Fontes: Courrier Internacional; Wikipédia;  

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Potes Sorteio Uefa Euro 2012

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

"Eu não vivo com fantasmas"

Hoje, em Portugal, em horário nobre, na estação de televisão SIC ( propriedade de um dos barões do PSD, Pinto Balsemão) observamos um Primeiro Ministro que verdadeiramente "navega à vista"!
Sem chama, sem linha condutora, com hesitações, com o dito por não dito (incongruência com as promessas eleitorais), com avanços e recuos, com lapsos, mas principalmente pudemos observar um líder sem carisma!
Vamos a factos, ou por outras palavras, vamos esmiuçar a entrevista de Pedro Passos Coelho:
- " O maior risco que corremos nesta altura, é o do declínio económico, com uma taxa de decrescimento na economia é de 3%"
Lá estamos nós de novo na quadratura do circulo: ajuda externa (FMI,BCE,CE) igual a austeridade, austeridade igual a recessão, recessão igual a deterioração do cenário macroeconómico.
- " Perante esse cenário (taxa de 3% de afundamento da economia) teríamos de adoptar mais medidas de austeridade"
Aqui fica um pormaior: a prosperidade acompanha as sociedades que privilegiam a poupança e os laços comunitários. Na ausência destes laços, as sociedades não criam o capital necessário à economia de mercado. Max Weber dixit.
- " Nós temos de estar preparados para todas as eventualidades, inclusive a saída de Portugal da Zona Euro"
Sr. Dr. Passos Coelho, não fará mais sentido colocar a questão noutros termos? Tais como: o que estará a preparar o directório franco-alemão? Que planos de contingência terão? Numa Zona Euro com a várias velocidades e carruagens, não estaríamos na última? No futuro mapa geopolítico europeu, que lugar nos reservam?
- " Elogio a forma como se comportou o PS na discussão do Orçamento"
Que oportuno é ter neste momento na bancada do maior partido da oposição, um autentico ninho de vespas escolhidas a dedo por Sócrates e que são mais socratistas que o próprio. José António Seguro sentir-se-á pouco seguro (peço desculpa mas não resisti à piada fácil). "Os homens não são importantes. O que conta é quem os comanda." Charles de Gaulle
- " Quero sublinhar a forma como o líder do PS se comportou durante o processo orçamental"
Sun Tzu explica: "Diante de uma larga frente de batalha, procure o ponto mais fraco e, ali, ataque com a sua maior força"
Temo pois, mas sem dramatizar, que estamos no limiar de uma nova era, ou melhor, no fim de uma era...

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