A mão de ferro da Alemanha.
Confesso, estive indeciso no título a dar a este post, se o título escolhido, ou se outro mais condizente com o estilo da Chanceller alemã: O péssimo gosto da Sr.ª Merkel para escolher os pijamas que enverga.
Piadas à parte, estou a tentar perceber a estratégia de Berlim para enfrentar a crise da Zona Euro. Se por um lado entendo que queira sanções para os incumpridores, por outro, abomino a ideia de perda de soberania.
Está a ser estudada a possibilidade, bem real por sinal, de a Europa avançar para um modelo federalista. Em poucas palavras e em consequência do federalismo, o Orçamento de Estado será votado na Assembleia da Republica, discutido na especialidade pelos deputados eleitos pelos portugueses, mas será no Bundestag (Parlamento Alemão) que será "aprovado"! Peço desculpa se me perdi no meio deste turbilhão, mas serei só eu a ficar com a sensação de incómodo perante tal cenário?!
E o que dizer da mudança de tratados para irmos de encontro com a Europa federal.
Relativamente ao Banco Central Europeu (BCE), a Alemanha recusa-lhe o papel de credor de último recurso, que é como quem diz, não usar a "Bazuca Europeia" (termos saído da cimeira europeia que antecedeu o último encontro do G-20, e que iria salvar o Euro…) para atacar os mercados secundários da dívida soberana e comprar títulos dos países em dificuldades de forma maciça.
Ora, as opções que estão em cima da mesa, configuram um caminho cheio de hesitações, mais austeridade, convulsões internas, quedas de governos legitimamente eleitos e substituídos por tecnocratas fiéis à doutrina alemã, e como não podia deixar de ser, um sentimento crescente de ressentimento perante tudo o que representa os interesse alemães.
A Europa que conhecemos hoje foi erguida na base da solidariedade e não da submissão dos mais fracos perante os mais fortes. No passado, por muito menos tivemos duas guerras no Velho Continente.
Sabem quem sou,
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