terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dias cinzentos, dias de incerteza...

Cada vez que vejo televisão, fico com a sensação de que estamos a ir pelo cano abaixo, só noticias trágicas, sobre desemprego, crise, pânico nos mercados (esses seres híbridos que ninguém sabe o que é, como é, quem é, mas que todos sabemos o que os move), e por isso vejo cada vez menos televisão.

Não, não me tornei num intelectual de 3ª categoria, que só lê livros e ouve a Antena 2, apenas sinto um tédio enorme, e uma certa urticária ao ver ex-políticos, actuais políticos e aspirantes a políticos, a debitarem opiniões/soluções para a crise. Segundo estes, afinal a culpa é do Eixo franco-alemão, da dupla Merkosy que tomou de assalto os centros de decisão europeus (alguma vez existiram realmente?!) e que através disso tomam decisões bilaterais, da fixação e receio dos alemães e por inerência da Sr.ª Merkel na inflação galopante, que estará à espreita se o BCE ligar as rotativas e usar o seu poder ilimitado para imprimir nota, essa inflação que atingiu a Alemanha nos anos 20 do século XX e que foi um dos fios condutores para a ascensão ao poder do partido Nazi e Adolf Hitler. 
Não vejam nestas minhas palavras qualquer apoio ao caminho seguido por estes dois figurões políticos, que ficam a milhas de dois grandes estadistas como o Chanceler Helmut kohl e Jacques Delors, ambos ligados à historia da integração europeia.
Também segundo os nossos políticos e politólogos a culpa também é dos países do norte da Europa, que são obcecados pela disciplina orçamental (esses malvados!) e que não sabem o que é gastar à tripa forra, de défice em défice até ao dia em que já nada há para gastar e em que alguém nos bate à porta e nos apresenta a factura.

Mas isto sou eu a divagar, por certo sem motivos para estar preocupado, afinal faço parte 1/4 dos portugueses que (ainda) trabalham e descontam (cada vez mais) para sustentar o monstro gordo que é o nosso estado, e este por sua vez tem sobre a sua alçada 3/4 da população dependente dos seus salários, subsídios, prestações sociais, reformas, despesas de saúde, educação, justiça(?), and so on and so on.



Quero acabar com duas notas de rodapé:


" E tu, o que já fizeste hoje pelo teu País?" in fonte desconhecida, mas replicada vezes sem conta na blogosfera.

" Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela."  John Kennedy.

 Para todos nós pensarmos, políticos inclusive.


Sabem quem sou…

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