quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
“A importância da agenda”
Meu caro, antes de dissertar sobre a temática por si escolhida, quero-lhe dar as boas vindas e reforçar que postar “neste canto esquecido da blogosfera” é um exercício de liberdade e de descompressão.
Relativamente à agenda mediática, apenas quero fazer uma pequena referência ao que veio a público nas últimas semanas, obviamente na vertente política, ao qual fui indigitado como especialista pela sua pessoa :)
Um ex-acessor do Presidente da República, numa entrevista a um órgão de comunicação social estrangeira, disse o seguinte, «uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar», fazendo referência à necessidade dos políticos controlarem a agenda mediática. Disse ainda que «afirmava um autor norte-americano que ‘para governar com sucesso, um governo tem de marcar a agenda e não deixar que seja a média a fazê-lo'. De outro modo, é arrastado pela corrente».
Já na década de oitenta, Ronald Reagan quando Presidente dos EUA, usava várias técnicas de controlo e filtragem dos “mass média”. (Não esquecer que este Homem foi um produto de Hollywood)
Conta-se inclusive que o seu assessor (Michael Deaver), colocava os repórteres numa disposição à qual Reagan sabia que ao contar os seus passos e olhando para a direita ou esquerda, podia escolher responder à pergunta mais “simpática” e pura e simplesmente virar as costas ao repórter mais “incómodo”.
A manipulação da opinião pública, seja pelos opinion makers, ou pelos interlocutores que nos passam a “mensagem”, sempre existiu e assim continuará. Resta-nos discernir a "palha", da notícia…
Bons posts
Sabem quem sou,
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
2 comentários:
Permita-me discordar da sua opinião, estimado Fernando.
A sociedade não precisa de controlo mediático e de encenações políticas. Regula-se a si própria com base em sistemas dinâmicos e valores que cria para si no pleno usufruto de direitos civis próprios de um estado livre.
Não, definitivamente não precisamos de controlo, obrigado.
Já nos basta a ficção televisiva, teátrica e cinematográfica.
Personal Agenda
É na diversidade e espectro alargado de opinião e ideologia, que encontramos um dos pilares da "nossa" democracia.
Focalizando então a temática no cenário português, facilmente chegamos à conclusão que a opinião pública e publicada é dominada pelo "arco do poder" e pelos mesmos players desde 1974.
É aqui que discordo da sua visão liberal e cristalina da nossa sociedade, pois aos 37 anos esta democracia ainda não atingiu a maturidade e como tal, qual tennager, ainda não tem a capacidade, o engenho e a força para mudar o paradigma e status quo instalado.
Digo mais, correndo o risco de cair no argumento brejeiro, mesmo que tivéssemos a capacidade e até a união para mudar este estado de coisas, nem saberíamos por onde começar… Pelos Maçons? Pelos Boys? Pelos Catrogas deste mundo? Pelos BPN´s da nossa desgraça? Pela Justiça que pune os fracos e é submissa e incompetente perante os mais fortes? Pelo regabofe do Jardim madeirense que se tornou num buraco «colossal»?
Cá está, se antes de 74 éramos «Orgulhosamente sós», agora somos «O povo de brandos costumes».
Temos agenda-setting e com slogan! :)
Sabem quem sou,
Enviar um comentário